Madeira Unlocked

Diretório de Levadas do Daniel

16 de maio de 2019 De novo ao Poço das Pulgas, desta vez em volta circular

Também conhecida como Tour 2019-05-16 Poco das Pulgas

Documentação histórica — não constitui uma recomendação atual de percurso pedestre. Ficheiro de origem em danishome.ch modificado pela última vez: 12 de junho de 2020

Percurso

Depois de a Issi e eu termos desistido no ano passado, com chuva densa, da tentativa de fazer a volta do Poco das Pulgas, aproveitámos o tempo estável na costa norte. Havia mesmo assim, de vez em quando, farrapos de nevoeiro, mas por vezes o sol chegou de facto a aparecer.

Início como sempre na pista para o vale da Camisa. Agora há mesmo placas. Leito do ribeiro acima, passando pelo palheiro em ruína, subir e atravessar sob a parede de rocha, descida ao leito e à parede escorregadia, onde as cordas fixas que lá estão praticamente não servem, porque estão tão lisas. A parede também sofreu bastante; os escassos degraus voltaram a desaparecer. Mesmo assim, para cima vai sempre. Depois uma travessia e 2 passagens de ribeiro, leito acima, e lá estava ele, o poço. Continua muito sossegado, ainda que atrás de nós se fizessem ouvir, bem alto, participantes espanhóis de canyoning. Foram um nível mais acima, para depois descerem em rappel para o poço. Só os voltámos a ver e a ouvir quando desceram pela corda. Foi o momento ideal para partir de novo.

De volta à passagem do ribeiro e primeiro a subir a pique, com tendência a ir antes para o interior do vale, o que é um pouco desconcertante. Quando se atinge a cota da travessia, segue-se mais ou menos sob uma parede de rocha de novo para a saída do vale, sempre um pouco a subir e a descer.

A certa altura o caminho vira de norte para oeste. Aí vimos marcas nítidas de caminho para baixo, e também incisões nas árvores, presumivelmente a continuação da subida que eu tinha interrompido na parede de rocha em 2016.

O nosso caminho manteve a cota para oeste, em parte um pouco áspero na zona dos leitos, mas sempre inequívoco e raramente perigoso.

Encontra-se o caminho bem mais largo, que vai de Sao Vicente pela Lombada das Vacas até Segunda Lombada. Muito íngreme, em parte algo obstruído com árvores caídas. Seguem-se os primeiros campos.

Aqui tentámos encontrar um caminho direto desta quinta até à ponte de ferro no vale da Camisa de cima. A certa altura, porém, ficámos presos no caos de árvores caídas. Por isso de volta, e a descer o vale até à Levada da Cancela. Seguimo-la por pouco até à Madre, que fica num paraíso verde de fetos. Lindíssima!

De volta, e seguindo até à Levada das Feiteirinhas, um curto troço ao longo dela e depois por um caminho até à estrada. Aí, sobre a ponte, onde descobrimos a Madre da Levada do Lombo na Ribeira da Camisa.

Depois, a subir pela pista de acesso em direção ao ponto de partida, passando pela entrada da Levada das Fontes até ao grande reservatório, e de volta ao carro.

Distância: 8.3 Km, 580 Hm de subida, 580 Hm de descida

Início: 09.50 Primeira Lombada

Fim

15.15 Primeira Lombada

Estado

A subida é, como sempre, mais fácil pelo leito do ribeiro e pela parede escorregadia. O regresso é primeiro também muito íngreme e, neste sentido, bem mais agradável. A travessia estava em parte num estado surpreendentemente bom, como se aqui se tivesse preparado um trail run. A partir do cotovelo para oeste, bem mais estreita, mas ainda sem problema. Passo seguro é, em todo o caso, necessário.

Observações

Segundo as pesquisas da Issi, o regresso da primeira quinta à ponte da Camisa era dantes contínuo e uma ligação habitual entre Primeira e Segunda Lombada. Também tive a sensação de que íamos certos na direção e na inclinação. Mas os estragos da tempestade mudaram aqui a situação de forma fundamental.

Agradecimento: Obrigado à Issi pela companhia!

GPS / KMZ

Mapa

Fotos

Subida ao palheiro

Subida à parede escorregadia

Seguindo até ao poço

O Poco das Pulgas

Seguindo para a travessia

Descida pelo caminho da Maruja

Levada da Cancela

Levada das Feiteirinhas

Levada do Lombo

Levada das Fontes