Madeira Unlocked

Diretório de Levadas do Daniel

17 de maio de 2019 Para fechar: 5 levadas em Ponta do Sol

Também conhecida como Tour 2019-05-17 Coronel Teixo

Documentação histórica — não constitui uma recomendação atual de percurso pedestre. Ficheiro de origem em danishome.ch modificado pela última vez: 19 de setembro de 2021

Percurso

Encontrei-me com a Issi e o Piet na estação de lavagem de bananas, ou antes na rotunda sem graça no fim da estrada na Ribeira da Ponta do Sol, para a caminhada de despedida da minha estadia de 2019. Daqui, pelo caminho de degraus e pelo carreiro, a direito até à Levada do Coronel, um pouco no sentido do fluxo até ao primeiro cruzamento de estradas, e de novo para trás. Desde a nossa caminhada de 2013 trabalhou-se bastante. Ainda não vi os guarda-corpos no primeiro ponto exposto, nem a pista de acesso a partir do fundo do vale. O leito da levada também foi renovado por completo até à segunda Madre.

Até à segunda Madre o caminho está bem mantido, embora em parte bastante exposto. Depois da segunda Madre vem um curto troço muito tomado pela vegetação e um pouco penoso de andar. São apenas cerca de 30 metros; a seguir volta a ficar nitidamente melhor. Claro que nos perguntámos qual poderia ser o sentido disto. A minha teoria é que, de propósito, os caminheiros que chegam à segunda Madre não devem ser animados a continuar na levada, porque mais à frente se torna nitidamente mais exigente.

Fica-se com a impressão de que limparam quimicamente as ervas no caminho da levada daí para a frente. A nós convinha-nos: o caminho continua a não ser de todo seguro, e fica-se contente quando se vê onde se põe o pé. Depois de um troço exposto volta a ser mais fácil. Aqui anda-se acima de campos velhos, já não cultivados, e depois outra vez bastante exposto acima da ribeira e da pista de gravilha; é preciso concentrar-se.

Segue-se o curto e belo túnel em galeria. Aqui tem-se a sensação de que a levada foi betonada há muito pouco tempo. Tudo em estado perfeito, embora já há muito não corra água aqui. A minha teoria é que a levada não esteve em serviço durante muito tempo no seu comprimento original, porque era mais simples ir buscar a água na segunda Madre à Levada Nova, e a Madre original foi destruída uma e outra vez (ver adiante).

Depois de termos apreciado longamente as vistas das janelas da galeria para a Levada do Moinho, continuámos por terreno mais fácil. O leito da levada corre aqui primeiro, de forma clássica, ao lado do caminho, depois juntamente com o caminho sobre um muro, e por fim, quase até ao fim, dentro de um muro ao lado do caminho. Tudo bastante tomado pela vegetação, mas num estado surpreendentemente bom. Por fim chega-se a um pequeno ribeiro e a um troço húmido, que na minha primeira visita interpretei como Madre 1. É bem possível, mas não desce muita água da montanha. Aqui, ao fim de uns metros, também desce a descida original pelo caniço até à pista de gravilha. Também aqui, depois da cheia de 2014, tudo parece diferente de há 6 anos. Seja como for, agora há um caminho a sério, relativamente íngreme, mas fácil de percorrer. Eu, porém, segui os vestígios da levada mais para norte, à mesma cota, até eles acabarem de repente, ao fim de cerca de 30 metros, num corte íngreme para a pista de gravilha. Se agora se imaginar aqui uma continuação, cerca de 200 metros mais a norte chega-se à Ribeira da Ponta do Sol. Para mim é claro que a Levada do Coronel teve originalmente a sua verdadeira Madre ('Madre 0') na Ribeira da Ponta do Sol. A Madre e os primeiros 200 metros foram depois destruídos uma e outra vez por cheias repetidas (como também vivemos de forma impressionante em 2014), de modo que foi preciso inventar outra forma de obter água, fosse mesmo na Madre 1 ou diretamente na Madre 2.

Pela pista de gravilha continuámos então até à Madre da Levada do Moinho e depois até à Madre da Levada Nova da Ponta do Sol. Aqui vimos a nova situação da entrada de água. A velha trave de betão está, ao contrário das minhas informações, ainda intacta. Só a entrada de água do açude até ao início da levada foi completamente remexida e é transposta com um tubo. Os tubos novos que atravessam o leito do ribeiro não têm nada que ver com a entrada para a levada, pois desaparecem no rebordo de betão e servem quase de certeza o abastecimento de água potável!

Na Levada Nova, no sentido do fluxo, passando pela cascata verdadeiramente linda e pelo túnel, depois por troços de bosque em parte queimados, onde ainda fumegava. E de cima descia uma poeira desagradável de cinza. Não nos sentíamos inteiramente à vontade; nunca se sabe se não virá mais alguma coisa. Mesmo assim, voltámos a apreciar a vista para o caminho de ida e para o túnel em galeria.

Depois de a levada fazer uma grande curva para leste, deixámo-la para cima pelo caminho de degraus. Como aqui também se faz de vez em quando um trail run, os degraus estão em estado perfeito. Chega-se primeiro ao palheiro amarelo, onde seria possível um caminho de continuação até à estrada para Jangao. Nós, porém, continuámos a subir, de novo por campos queimados, até ao reservatório intermédio da Levada do Teixo. Continuar no sentido do fluxo seria possível. Também ali se trabalhou um pouco, mas neste momento está tudo negro, erodido e por isso não de todo seguro. Para outra vez....

Na levada, contra o sentido do fluxo, também aqui com fumo acre nos olhos, até à pista de acesso de Jangao. Daqui o bosque está intacto. Continuámos ao longo da Levada do Teixo até à Madre. No início o caminho percorre-se relativamente bem. A certa altura é preciso andar sobre um muro da levada, 4 metros acima do caminho, e depois pelo bosque. Um ponto está bastante exposto; é preciso ter algum cuidado. Pouco antes da Madre há um sítio algo apertado onde, na ida, se pode refrescar o braço direito em erva maravilhosamente húmida; no regresso é então o braço esquerdo.... De volta à pista, e por ela até Jangao.

Aqui descemos pelo Caminho ao longo do ramo terminal leste da Levada da Serra até à Levada Nova da Ponta do Sol, nesta para oeste, cruzamento com o ramo terminal oeste da Levada da Serra. Daqui até Lombada, descida à Levada do Moinho. Nesta ainda contornámos o moinho antigo (Moinho da Lombada da Ponta do Sol), com o aqueduto impressionante, a cascata e o moinho antigo com as rodas de pás.

Como queríamos fazer uma descida nova até ao ponto de partida, que a Issi tinha em vista, andámos então um pouco às voltas à procura daquela casa amarela esquiva, que tínhamos marcado do lado oposto como ponto de referência. Como depois descobrimos, na verdade só teríamos de ter seguido a Levada do Moinho depois do moinho. O início é um pouco confuso. O caminho sobe primeiro outra vez um pouco, mas depois, com desnível constante, ao longo de muros, por pequenas levadas, por prados, e no fim por uma pista de betão até à ponte sobre a Ribeira da Ponta do Sol, junto à qual tínhamos deixado o carro.

Distância: 16.8 Km, 720 Hm de subida, 720 Hm de descida

Início: 10.20 Ponta do Sol

Fim

18.10 Ponta do Sol

Estado

A Levada do Coronel só se deve percorrer se se tiver passo seguro e não se sofrer de vertigens. A Levada do Teixo talvez não seja uma levada clássica de caminhada, mas está muito bem situada e é variada; também aqui é preciso passo seguro.

De resto, na verdade sem problema, embora nesta forma um pouco longa e cansativa na descida.

Observações

Estas passagens também se podem dividir, com a ida ou o regresso pela Levada do Moinho ou pela Levada Nova da Ponta do Sol.

Agradecimento: Obrigado à Issi e ao Piet pela companhia!

GPS / KMZ

Mapa

Fotos

Para a Levada do Coronel e até ao cruzamento de estradas

Na Levada do Coronel até à Madre 2

Seguindo até ao túnel em galeria

O túnel em galeria

Seguindo até à Madre 1

Vestígios da levada em direção à Madre 0

Madres da Levada do Moinho e da Levada Nova da Ponta do Sol

Seguindo até à passagem da cascata

Vistas para a Levada do Coronel do lado oposto

Danos recentes do incêndio

Subida ao palheiro de telhado amarelo

Subida ao reservatório intermédio da Levada do Teixo

Na Levada do Teixo pelo caminho desbravado

Até à Madre da Levada do Teixo

Madre da Levada do Teixo

De volta a Jangao

Descida ao longo do ramo terminal leste da Levada da Serra

Cruzamento com o ramo terminal leste da Levada da Serra

Levada do Moinho, moinho em Lombada

Pela descida recém-descoberta até ao ponto de partida