Diretório de Levadas do Daniel
14 de junho de 2024 Volta de sonho no Rabaçal longe das multidões de turistas
Também conhecida como Tour 2024-06-14 Beijas Redondo
Documentação histórica — não constitui uma recomendação atual de percurso pedestre. Ficheiro de origem em danishome.ch modificado pela última vez: 23 de setembro de 2024
Percurso
Finalmente quis percorrer uma parte dos muitos caminhos que se escondem das correntes de turistas.
Junto com a minha fiel companheira de caminhada, Issi, parti do parque de estacionamento para caminhadas na estrada do Fanal, na Paul da Serra; o primeiro objetivo era o Pico Fernandes. Pela Vereda do Pau Seco chegámos ao cruzamento com a antiga Levada da Senhora. Esta levada já é percorrida com alguma frequência, mas a passagem pelo campo de fetos está regularmente fechada pela vegetação; o caminho, porém, é sempre claro. A descida à Ribeira Grande é agora mais fácil do que na minha primeira tentativa em 2022. Até a descida ao leito do ribeiro foi entretanto amenizada. Assim pudemos desfrutar à vontade do belo sítio no leito da Ribeira Grande.
A subida ao túnel ficou, entretanto, bem mais fácil, com uma corda, um apoio de mão e mais pisos na parede; cerca de 20 m mais à frente, no sentido da corrente do ribeiro, há também uma possibilidade de subir.
Seguimos pela levada antiga até ao cruzamento com o PR que desce da Levada do Alecrim ou Paul I à Lagoa do Vento.
Continuámos, porém, logo em frente, na Levada da Senhora, cada vez mais tomada pela vegetação, até chegarmos ao túnel pequeno, que nos pareceu desconfortavelmente baixo. Além disso, não sabíamos em que estado estava o caminho do outro lado.
Voltámos então para trás e tomámos o primeiro caminho de subida até à Levada do Alecrim ou Paul I. Por esta, de regresso ao caminho de descida já referido, e por ele até à Lagoa do Vento. Depois das fotografias habituais da cascata e da vista para o miradouro abaixo da cascata do Risco, deixámos os trilhos marcados e atravessámos a escarpa ao lado da cascata, em direção à Vereda do Pau Seco. Aqui é mesmo preciso ausência de vertigens e firmeza no passo; não se vê o fundo, mas sente-se o vazio ao lado do caminho.
Por fim cruzámos a Vereda do Pau Seco e seguimos por outro caminho sem marcação. Depois de uma descida um pouco escorregadia chegámos ao belo Poço Redondo, uma lagoa num caldeirão abaixo de uma cascata.
Um lugar lindíssimo, de que desfrutámos à vontade.
A seguir os caminhos cruzam-se em várias direções: um sobe ao Pico dos Balcoes, outro vai ao sítio acima da cascata das 25 Fontes. Tomámos o do meio, que nos levou ao terceiro ponto alto do dia: Beijo das Aguas, ou waterkiss, uma cascata no fim de uma pequena garganta onde, no inverno, duas cascatas se 'beijam'. Nós, porém, só víamos uma cascata, o que no verão é normal.
Ainda assim, um lugar lindíssimo.
Depois começou a subida íngreme, de tirar o fôlego, para fora da garganta, primeiro por uma escada, depois por um trilho um pouco escorregadio, passando por uma bela cascata, que nos trouxe por fim ao caminho de contorno do PR13, que já tínhamos percorrido uma semana antes com a minha mulher. Por este até ao PR13 e depois pelo caminho através das encostas de fetos até à Ribeira da Agua Negra e ao Pico Fernandes.
Daqui, pelo mesmo caminho, de volta ao ponto de partida.
Distância: 17.2 km, 580 m de subida, 580 m de descida
Início: 09.21 Fanalstrasse
Fim
17.05 Fanalstrasse
Estado
Para toda a caminhada são indispensáveis firmeza no passo e ausência de vertigens.
A volta só deve ser feita em companhia.
Depois de chuva, a descida da estrada do Fanal ao Beijo das Aguas é um pouco crítica.
Observações
Uma bela combinação de 3 lugares extraordinariamente belos e solitários.
