Diretório de Levadas do Daniel
Levada do Canical
Também conhecida como Levada do Maroços 1
Documentação histórica — não constitui uma recomendação atual de percurso pedestre. Ficheiro de origem em danishome.ch modificado pela última vez: 2 de abril de 2022
Zona
Maroços, Machico e Caniçal
Comprimento
18 Km
Ano de construção
1949
Madrei
Ribeira do Machico (Fonte Vermelha) N 32°44.100 W 16°48.400 ca. 270 m s.n.m.
Percurso
Da Madre, bem escondida atrás do guarda da via rápida em Marocos, primeiro entubada sob a via rápida, entre as casas e sob a Estrada dos Marocos, até a um caminho de lajes, que ao fim de uns metros vira para norte. Nos primeiros poucos centos de metros a levada corre coberta sob lajes de betão. Em Marocos saem vários caminhos para cima, para os socalcos e para a Levada do Marocos 2, e também para a Levada do Marocos 3, que fica abaixo, e daí para a Estrada dos Marocos no fundo do vale. Também no subsolo está a descarga da Levada do Marocos 3. Quando a levada entra no vale da Ribeira das Cales, corre a céu aberto. No fecho do vale da Ribeira das Cales saem 3 caminhos de subida para a Levada do Marocos 4.
No lombo seguinte a levada cruza o PR-5 para a Casa das Funduras, para o passo da Portela, e com acesso à rede de caminhos de gravilha entre a Casa das Funduras e o passo da Portela.
A levada deixa agora as zonas habitadas e vira bem para norte, para o vale da Ribeira Grande, que se atravessa numa pequena ponte. Segue para sudeste, sai um caminho de descida (acesso possível em 3 pontos), depois outra vez para leste, e aqui aparece o único verdadeiro túnel de levada (cerca de 25 metros). Pode atravessar-se sem lanterna. Depois, uma bela vista para o Castanho, Machico e as Desertas. Algures por aqui também deveria descer um caminho do caminho de gravilha da Casa das Funduras para a Boca do Risco; esse caminho ainda não o percorri.
Segue ao longo de hortas e socalcos muito cultivados, com vistas que mudam para o vale de Machico. Caminho de descida para um beco sem saída. Depois de 2 grandes reentrâncias com passagens de ribeiro chega-se a um pequeno bar, onde também há uma estrada que sai da estrada de acesso ocidental a Ribeira Seca. A levada contorna o lombo seguinte e, depois de uma passagem de ribeiro, segue muito para norte até ao fecho do vale da Ribeira Seca: um idílio verde com socalcos. A levada volta agora para sul, com vista para Machico. Cruza o caminho de Ribeira Seca para a Boca do Risco. Depois de mais uma travessia de ribeiro cruza-se a estrada nova para os campos abaixo do Castanho.
A levada vira para leste, com acesso a partir da ER-109, mais tarde cruzamento com um caminho da ER-109 para Malhada, e pouco depois passa a casa de água até à entrada sudoeste do túnel do Canical. A levada corre agora no túnel rodoviário da ER-109 (750 metros), do lado noroeste, até ao fim numa tubagem. Este túnel foi originalmente construído como túnel de levada e mais tarde alargado para túnel rodoviário da ER-109.
Da saída nordeste do túnel, um pouco afastada da estrada, até ao cruzamento com o antigo caminho de gravilha para Malhada, depois algo exposta até ao cruzamento com o novo caminho de gravilha para Malhada e o acesso à pedreira de gravilha. Pouco depois um ramo lateral inferior (Levada do Canical inf.) separa-se do ramo principal.
A Levada do Canical inf. segue primeiro a pique para sul, depois por um caminho de levada mal conservado, por baixo de um tubo que vai de uma captação de água do ramo principal até a um reservatório construído cerca de 2009 (ainda não visível no Google Maps). Segue por prados até a uma nova bifurcação. O ramo terminal meridional vai para os povoados abaixo; o ramo oriental contorna mais um lombo até aos campos acima da ER-109.
O ramo principal segue, com vista para Canical e para a península de Sao Lourenco, pela captação de água já referida, até a uma nova derivação para leste; esta acaba nos campos abaixo, acima do portal do túnel da autoestrada.
A levada entra numa reentrância larga e encontra um caminho de gravilha que sobe da ER-109 até socalcos e plantações abaixo do Castanho. Primeiro sai um ramo lateral, que se divide outra vez, para os campos abaixo; depois, em bosque mais denso, até à passagem da Ribeira do Seirado numa ponte de levada. Segue no bosque até à passagem da Ribeira da Palmeira. Aqui um caminho de gravilha encontra a levada; para oeste sobe muito íngreme até a uma casa no meio dos socalcos, e daqui o caminho continua para as plantações. Na outra direção o caminho de gravilha segue para nordeste e acaba num grande terreiro de areia no meio do bosque.
A levada continua até a um ponto onde, à esquerda, um caminho de gravilha leva ao terreiro de areia referido, e divide-se nos dois ramos terminais:
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O ramo norte faz uma grande curva para leste e encontra um caminho de gravilha que vem do grande terreiro de areia. Daqui sai um caminho para o Pico das Rocadas. Segue ao longo da pista, e mais um caminho para o Pico das Rocadas. A levada corre ao longo da pista até derivar para leste, para um grande reservatório.
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O ramo sul segue para sudeste, divide-se outra vez em 2 ramos, um dos quais vai para sul, para a zona das primeiras casas de Canical, enquanto o outro acaba a sudoeste, nas zonas industriais recém-abertas em redor da saída do túnel da autoestrada em Canical.
Na nossa passagem de 2016 o ramo norte estava bloqueado e inativo; a água residual escoava pelos ramos sul.
Segundo o relato de Bernd Hofer (fotos 30-43), no fim de 2017 o ramo norte estava em serviço e enchia um grande reservatório perto da pista para o Pico das Roçadas. Pelos vistos os dois ramos funcionam alternadamente!
Fim
Canical ca. 90 m s.n.m.
Função e utilização
Rega da vertente norte do vale de Marocos, Machico (Ribeira Seca) e Canical
Acesso
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A Madre pode alcançar-se por uma escada na via rápida em Marocos. Em alternativa segue-se o caminho ao longo da via rápida a partir da ER-236, por baixo da ponte da via rápida, e depois, sem caminho, no leito da Ribeira de Machico, no sentido da corrente, até à Madre.
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Até ao início do troço coberto com lajes, a partir da Estrada dos Marocos
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Várias subidas e descidas a partir das 3 levadas de Marocos
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Da Estrada dos Marocos, sobre a ponte e pela estrada nova até ao cruzamento com a levada
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Do fim da estrada que sai do Caminho da Escola Nova em Marocos
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Pelo PR-5, que começa aqui, ou descida da Casa das Funduras e da rede de caminhos de gravilha
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Do fim da estrada que sai do Caminho da Escola Nova em Marocos
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Caminho a partir da estrada que sai da Estrada dos Marocos
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Possível caminho de descida a partir do caminho de gravilha da Casa das Funduras para a Boca do Risco
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Caminho de subida a partir do beco sem saída que sai da estrada de acesso ocidental a Ribeira Seca, a qual por sua vez sai da Estrada dos Maroços
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Estrada que sai da estrada de acesso ocidental a Ribeira Seca, a qual por sua vez sai da Estrada dos Maroços
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Caminho de subida a partir da estrada em Ribeira Seca
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2 caminhos possíveis a partir de Ribeira Seca, que mais tarde se juntam, até ao caminho clássico para a Boca do Risco; este cruza a levada
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Cruzamento com a estrada nova para os campos abaixo do Castanho, que sai da estrada de acesso oriental a Ribeira Seca, a qual parte da ER-109 para norte
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Caminho a partir da ER-109
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Caminho a partir da ER-109 para Malhada
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Da saída nordeste do túnel, diretamente para a levada
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Cruzamento com as duas estradas para Malhada, que saem da ER-109
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Subida a partir do cruzamento do ramo terminal com a ER-109
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Estrada e caminho de gravilha que saem da ER-109; por aqui também a descida das plantações abaixo do Castanho
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Do grande terreiro de areia, por 3 caminhos de gravilha
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Caminho a partir do Pico das Rocadas
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Fim na ER-109
Estado
Fácil
Observações
Levada pouco espetacular, que vale sobretudo pelas panorâmicas em constante mudança. Também são interessantes as passagens solitárias nas travessias de ribeiro, a alternar com os troços nos socalcos cultivados.
