Diretório de Levadas do Daniel
Central da Faja da Nogueira
Também conhecida como Kraftwerk da Faja da Nogueira
Documentação histórica — não constitui uma recomendação atual de percurso pedestre. Ficheiro de origem em danishome.ch modificado pela última vez: 12 de junho de 2020
A central da Fajã da Nogueira foi construída em 1971. Tem um papel importante no abastecimento regional de eletricidade, sobretudo no período em que a antiga central térmica do Funchal já não dava resposta e antes de a EEM redesenhar a gestão da eletricidade.
A central da Fajã da Nogueira fica a 625 metros.
Estão em serviço 2 turbinas, alimentadas por uma conduta forçada que se divide dentro do edifício dos geradores.
A central só funciona nas horas de ponta; no resto do tempo a água fica retida na câmara de carga.
A potência é de 2,4 MW. A produção anual de energia é de ca. 7 GWh.
Depois das turbinas a água é recolhida num pequeno reservatório de compensação a 620 metros e segue para um segundo reservatório de compensação a 614 metros, onde se deriva água para a rega local.
Daqui, uma válvula de regulação fixa também o volume de água que segue para a Levada dos Tornos Nord e, assim, para o Funchal. O volume é fixo, independentemente do nível do reservatório de compensação.
A conduta forçada tem 604 metros e começa a cerca de 965 metros:
É alimentada por uma câmara de carga a 968 metros, perto do Pico da Nogueira.
A câmara de carga tem um volume de ca. 10'000 m3 e, por causa da topografia, teve de ser construída no subsolo. Tem 470 metros entre a confluência da Levada Nova do Juncal com a Levada da Serra do Faial e o início da conduta forçada.
A entrada da conduta forçada fecha-se à mão com uma válvula de gaveta, e também automaticamente com uma válvula de regulação quando a conduta está sobrecarregada: nesse caso não é possível deixá-la aberta.
Da câmara de carga há uma vista fora do comum para os Balcões e para o vale inferior da Ribeira da Metade. Também se segue o primeiro troço da Levada do Juncal e se admira o troço em ruína da Levada dos Accionistas. O miradouro alcança-se com facilidade a partir da central, pela pista de gravilha.
Para a câmara de carga corre a água da Levada Nova do Juncal e da Levada da Serra do Faial, que se encontram no túnel do Pico da Nogueira:
Aí está também a entrada para a câmara:
As entradas do túnel do Pico da Nogueira: à esquerda a Levada Nova do Juncal, à direita a Levada da Serra do Faial
A Levada da Serra do Faial recebe a maior parte da água da Levada da Faja da Nogueira, ou Pico do Ruivo, ou mais corretamente o primeiro ramo da Levada da Serra do Faial, por uma ponte sobre a Ribeira da Faja da Nogueira:
Outras pequenas aduções, e a Ribeira da Faja da Nogueira, alimentam também a Levada da Serra do Faial.
Em rigor, o troço do túnel do Pico da Nogueira até à Ribeira Seca tem de se chamar a primeira parte da Levada da Serra do Faial histórica (cf. também Desenvolvimento histórico da Levada da Serra do Faial e das levadas em redor). O troço dentro do túnel do Pico Ruivo chama-se corretamente Levada do Pico Ruivo.
A Levada do Pico do Ruivo começa na entrada noroeste do túnel do Pico Ruivo e recebe a água da Levada do Caldeirao do Inferno e da Levada do Caldeirao Verde superior. Pelo caminho recebe a água da Levadinha Joao de Deus.
No conjunto, a rede de levadas que abastece a central da Fajã da Nogueira tem uns bons 15 km.
Dados GPS: dados KMZ
Mais informações na página da EEM
