Diretório de Levadas do Daniel
Levada do Norte Nord
Também conhecida como Levada Grande (oder Norte Nord)
Documentação histórica — não constitui uma recomendação atual de percurso pedestre. Ficheiro de origem em danishome.ch modificado pela última vez: 19 de julho de 2025
Zona
Encosta norte da Paul da Serra/noroeste
Comprimento
ca. 13,7 Km
Ano de construção
1953
Madrei
Ribeira da Hortela N 32°46.950 W 17°06.250 ca. 1025 m s.n.m.
Percurso
A Levada do Norte Nord pode dividir-se em 3 troços:
Troço 1: Da Madre na Ribeira da Hortela, primeiro por varandas estreitas, depois até à passagem do Corrego da Beira do Lombo Queimado, um túnel mais comprido, curta passagem do braço sul da Ribeira do Folhado, túnel estreito com lajes atravessadas no meio, curta passagem do braço norte da Ribeira do Folhado, túnel e passagem da Ribeira do Vimieiro. Pouco depois, o caminho que vem da Paul da Serra pelo Lombo das Barbinhas encontra a levada. Na descida para a Levada do Seixal, a Ribeira do Vimieiro tem de se atravessar numa passagem de ribeiro delicada conforme o tempo, e a Madre da Levada do Seixal também fica neste ribeiro.
Segue-se o caminho de descida para a Levada do Seixal, depois por caminho largo e outra passagem de ribeiro até à primeira casa da levada
Troço 2: Da casa da levada, primeiro por um caminho de levada largo com uma passagem de ribeiro húmida, passagem da grande garganta da Ribeira do Agua do Vento num caminho de lajes exposto e húmido, com proteções em parte destruídas, muito molhado, um pequeno túnel de água como mais um afluente, ponte da levada e levada afluente vinda de uma garganta pequena e impressionante. Antes da entrada do túnel veem-se, à esquerda na rocha, degraus para a subida a Terra Cha (descritos por um grupo de caminhada). Primeiro túnel comprido de Terra Cha (cerca de 1,3 km) até ao ponto mais a norte da levada. Mesmo à saída do túnel, à esquerda, um caminho íngreme e exposto sobe até a pequenas levadas afluentes, com possibilidade de subir a Terra Cha. Aqui está-se na passagem da Ribeira de Joao Delgado.
Troço curto cerca de 30 metros para leste, 2 pequenas levadas afluentes vindas de cima e o 2.º túnel comprido (cerca de 1,3 km) para o vale da Ribeira do Inferno, troço mais longo à superfície até à passagem do braço ocidental do ramo principal ocidental da Ribeira do Inferno e à passagem do braço oriental do ramo principal ocidental da Ribeira do Inferno. Depois, cerca de 450 m de túnel até à passagem do ramo principal oriental da Ribeira do Inferno. À saída do túnel, à esquerda, possibilidade de subir a uma pequena levada afluente e daí à Levada do Plaino Velho. Troço curto e sinuoso à superfície e 4.º túnel comprido (cerca de 600 metros) até à passagem do ramo principal ocidental da Ribeira do Passo. Mesmo à saída do túnel, subida e descida para a Vereda Pau Branco, que vai da Levada do Plaino Velho à Levada da Faja do Rodrigues. Continua à superfície e por um túnel curto até à passagem do ramo principal ocidental da Ribeira do Passo. Aqui veem-se proteções da gente do canyoning.
5.º túnel comprido (cerca de 500 metros) até à passagem do ramo principal ocidental da Ribeira dos Pombos. Túnel médio até à passagem do ramo principal oriental da Ribeira dos Pombos, mais 2 túneis mais curtos, e depois vem primeiro um caminho à direita, a subir, até à primeira casa da levada, e ainda uns metros até ao caminho de gravilha de Ginjas a Estanquinhos.
Troço 3: Do caminho de gravilha, passando a segunda casa da levada, caminho de levada largo com 3 passagens de braços laterais da Ribeira Seca, a ficar um pouco exposto, túnel mais curto e sinuoso, passagem do ramo principal ocidental da Ribeira Seca, túnel mais comprido (pouco menos de 400 metros) até à passagem seguinte do ramo principal oriental da Ribeira Seca (esta também é atravessada pela Levada da Faja do Rodrigues numa grande correção do ribeiro). Logo a seguir o túnel seguinte (uns bons 400 metros). Ao fim de uns metros o PR-17 desce à esquerda por uns degraus de madeira; traçado mais longo à superfície, com a passagem do braço ocidental do ramo principal ocidental da Ribeira da Vargem. Aqui sai para sudoeste uma levada afluente, que começa numa cascata que vale a pena ver. Túnel comprido (uns bons 800 metros) até à cascata do Folhadal e à passagem do braço ocidental do ramo principal oriental da Ribeira da Vargem. Aqui os Amigos da Natureza também já desceram, e outros grupos de caminhada treparam até ao Pinaculo. Segue bem protegida e em caminho largo pelo Folhadal, com 3 passagens de braços laterais da Ribeira do Vargem. Esta também é captada pela Levada da Faja do Rodrigues na grande correção do ribeiro, antes do túnel para a central da Serra de Agua. Último túnel (pouco menos de 600 metros) até à confluência com a Levada das Rabacas, formando o Canal do Norte.
Fim
Canal do Norte ca. 993 m s.n.m.
Função e utilização
Afluente da central da Serra de Agua
Acesso
Troço 1:
Estado
Troço 1: Este troço é relativamente húmido e escorregadio, tem poucas proteções e é muito solitário! Atenção! Em parte exposto. Os últimos metros até à Madre são muito húmidos e bastante perigosos!
Troço 2: O caminho é pouco percorrido, relativamente longo e salpicado de vários túneis compridos ("grande diploma de ratazana de túnel"). Os troços entre os túneis são únicos e imponentes (cascatas, pontes, vistas). Os túneis na maior parte deixam-se percorrer bastante bem, os caminhos estão relativamente bem protegidos, mas em parte muito expostos! Delicada, em especial, a grande garganta na passagem da Ribeira do Agua do Vento.
Troço 3: A parte do passo da Encumeada até ao túnel do Folhadal não tem problema; o primeiro túnel tem pouco menos de 600 m e é relativamente largo. Até ao Folhadal o caminho é fácil, a natureza é única, um contraste fortíssimo com o lado da Encumeada.
Na cascata segue-se um segundo túnel, claramente mais comprido e mais estreito. O caminho continua fácil. Ao fim de uns minutos sai à direita um caminho de escadas (o PR-17 oficial e novo), que depois da descida segue em frente cerca de 15 minutos (orientar-se não é problema; basta ficar no caminho), depois sobe bastante íngreme por cerca de 800 (!) degraus até a um miradouro lindíssimo, nova descida e subida mais leves, e encontra-se a Levada do Plaino Velho (sem água!). Esta segue até ao caminho de gravilha de Ginjas à Casa Caramujo (cerca de 30 minutos).


Note-se a diferença entre o traçado no terreno e a descrição do PR-17 no sítio de turismo www.visitmadeira.pt. Aqui, aliás, o traçado e os túneis da Levada do Norte também estão mal desenhados! Por aqui segue-se na Levada do Norte por 3 túneis até à segunda casa da levada (Caminhada 2013).
Este troço é solitário e tem uns pontos sem proteção, mas é relativamente fácil de percorrer ("pequeno diploma de ratazana de túnel").
Daqui o caminho de gravilha desce para Ginjas, passando a Levada da Faja do Rodrigues, ou sobe à Casa Caramujo e segue para Estanquinhos, e pelo caminho encontra a Levada do Plaino Velho. Ali pode seguir-se outra vez o PR-17 nos dois sentidos.
Observações
Considero a Levada do Norte a levada mais interessante da Madeira, tanto pela paisagem como pela experiência de caminhada. Exigente e variada.
O que tem de interessante na Levada do Norte são os pequenos trilhos nos sítios em que os túneis compridos voltam à superfície. Em geral sobem quase na vertical, bastante expostos, e encontram pequenas levadas afluentes que abastecem a levada principal. Na maior parte dos casos os caminhos continuam depois.
Exemplos:
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Saída do túnel na passagem do braço oriental da Ribeira do Inferno, subida à Levada do Plaino Velho (ver Caminhada 2015)
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Saída do túnel na janela mais a norte da Levada do Norte, abaixo de Terra Cha, subida a Terra Cha (ver Caminhada 2015)
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Saída do túnel na passagem da Ribeira do Passo, subida à Levada do Plaino Velho (ver Caminhada 2015) e descida à Levada da Faja do Rodrigues (ver Caminhada 2015).
Infelizmente a caminhada no lado norte depende muito do tempo; o melhor é escolher um dia em que o vento não venha de nordeste!
